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Especial Coronavírus 18 - As dificuldades e riscos dos entregadores de delivery

  • Foto do escritor: Marcelo Ricarte
    Marcelo Ricarte
  • 2 de mai. de 2020
  • 2 min de leitura

As dificuldades e riscos dos entregadores de delivery

Os motoboys, como são comumente denominados pela própria categoria, em um mundo pré-pandemia, eram hostilizados, injustiçados e sofriam muito preconceito da população em geral.

Essa visão deturpada mudou graças a um vírus, infelizmente não foi uma mudança espontânea, mas essencial. As pessoas começaram a enxergar a verdadeira importância dos entregadores de delivery.

Porém, apesar da mudança no comportamento da população, há um preço a ser pago para que os entregadores mantenham essa imagem positiva.

Além dos profissionais da saúde, é claro, que estão na linha de frente da batalha, temos na retaguarda os profissionais dos serviços essenciais, como os entregadores de delivery, ou motoboys, como preferirem denominá-los. (Falaremos de outros serviços essenciais em futuros posts).

Nem vamos entrar nas dificuldades trabalhistas, já que a categoria de entregadores não é assalariada, e não tem nenhum vínculo empregatício com as empresas de aplicativos. Vamos focar nos problemas da pandemia nesse momento.

Os motoboys estão sujeitos diariamente ao risco da contaminação pelo Coronavírus. Podem, tanto se contaminar, como, no caso de pessoas assintomáticas, podem transmitir a doença também.

Para isso algumas práticas de prevenção são essenciais como uso de máscaras, luvas, lavar as mãos, álcool em gel, higienização de capacetes e das bags (mochilas que acondicionam os produtos a serem entregues).

Mas, nem o básico como álcool em gel, máscaras e luvas eles estão recebendo das empresas para as quais eles prestam serviços, como Rappi, Ifood, Uber Eats, Loggi, dentre outras.

Já existe uma Nota Técnica do Ministério Público do Trabalho (MPT) que determina que essas empresas distribuam produtos e equipamentos necessários à proteção e desinfecção. Não sabemos se isso está funcionando na prática.

Em São Paulo, a Justiça do Trabalho determinou em decisão liminar provisória para que as plataformas de entrega paguem assistência financeira de ao menos um salário mínimo aos entregadores afastados por integrarem grupos de risco, por suspeita de coronavírus ou por estarem com a doença. Mas até agora não obteve resultados concretos das empresas envolvidas.

Vamos ajudar na campanha “Aplicativos de entrega, distribuam alimentação e álcool em gel para os motoboys!”. Assinem o abaixo assinado digital pelo site https://www.change.org/p/ifood-aplicativos-de-entrega-distribuam-alimenta%C3%A7%C3%A3o-e-%C3%A1lcool-em-gel-para-os-motoboys.

Precisamos dar atenção especial aos entregadores. Afinal, eles trabalham pra gente ficar em casa.

Para saber mais acesse:

 
 
 

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